Depoimentos de Pacientes

Dani boeno - Olhar Verde
Dani boeno - Olhar Verde

Eu cheguei até o cdb de um jeito meio mágico. Eu já vinha lendo à respeito, mas ainda tinha um certo receio, não por preconceito, apenas pelo fato de mexer numa medicação que ele já tomava. Bom, fato é que como quase tudo na nossa vida, todo esse movimento se deu através da arte, do graffiti. Através da Katia Cesana conheci a Patchi do Olhar Verde, o Dr. Maurício Verderame e a Mariana da SouCannabis.

João estava passando por uma crise que não acabava. Já havia modificado a posologia do medicamento, posteriormente a medicação e a crise continuava. Eu achava que João havia engordado, mas ele estava inchado de medicação. O que só pude perceber depois. Isso foi em outubro de 2020.

Em fevereiro de 2021 ele começou a tomar o canabidiol. Foi mágico. João desinchou completamente, voltou a montar quebra cabeças às vezes, assiste filmes inteiros no sofá e aos poucos está voltando a mostrar seu talento para desenhar. Eu voltei a ter qualidade de vida, poder dar mais atenção à minha pequena Teresa e também olhar um pouco maosnpra mim. Sou muito grata à todos os envolvidos.

Dani Boeno

Mãe de João

Em setembro de 2015, com quase 9 meses a Maria Clara iniciou com febre e falta de ar, e nós levamos para o hospital. Diagnóstico? BRONQUIOLITE. Foi internada na hora. Depois de 3 dias de internação, antibióticos, oxigênio e nada de melhoras, a pediatra percebeu que ela teria um possível problema neurológico e nos transferiu para a cidade de Porto Alegre/RS. Chegando lá, uma dose de medicação quase a fez perder a vida e foi preciso correr para a UTI. Ela passou por entubação e vários aparelhos, e eu sem saber o que estava acontecendo. Foram 58 dias de internação e muita aflição. Depois desse período de cirurgia e internação tivemos alta, mas sem um diagnóstico concluído. Somente a suspeita de uma possível síndrome de “RUBISTEIN TAYBI”. Iniciamos a procura por terapias e especialistas. Aos 2 anos uma otite muito forte e uma febre de 39,5°C desencadearam uma convulsão, e lá se foram mais 20 dias de UTI e internação, possivelmente uma ENCEFALITE.

Durante essa internação foi descartada a síndrome de “RUBISTEIN TAYBI” e dado o diagnóstico de Síndrome “MOWAT WILSON”.Tivemos alta e as crises convulsivas continuavam. Iniciamos então o uso de GARDENAL, mas as crises continuavam. Aos poucos fomos mudando para o ACIDO VALPRÓICO, e mesmo assim as crises não cessavam. Depois de muitas idas e vindas em emergências de hospitais, em Maio de 2020 o Doutor nos falou sobre o “ÓLEO DE CANNABIS”. Concordei em tentar essa alternativa, que sem dúvidas foi a melhor escolha que fizemos para vida dela – e para a nossa também. Um mês após iniciarmos o uso do ÓLEO DE CANNABIS conseguimos retirar a medicação. Atualmente, com 5 anos e 9 meses, a Maria Clara faz uso apenas do óleo. A cannabis tem mudado as nossas vidas. Maria Clara está muito mais ativa, interagindo com os objetos e com as pessoas, se alimentando melhor, consegue sentar sozinha, dá alguns passos com o auxílio do seu andador e já está até arriscando ficar em pé sem auxílio. Espero que esse relato chegue em muitas pessoas e que possa ajudar de alguma maneira a mudar a vida de muita gente, como mudou a nossa. DEIXEM DE LADO O PRECONCEITO COM A PLANTA, POIS ELA PODE SALVAR A VIDA DE ALGUÉM PRÓXIMO A VOCÊ!

Gabriela Capitani

 Mãe da Maria Clara